Explicando um pouco mais
Normalmente, ventos empurram as águas quentes do Pacífico para o lado da Ásia e da Oceania. De tempos em tempos, esses ventos enfraquecem e a água quente “volta” em direção à América do Sul. Esse aquecimento é o El Niño. Ele muda o caminho das chuvas e do calor em escala global. É o oposto da La Niña, quando o Pacífico esfria.
Quando o aquecimento é muito forte, chamamos de super El Niño. Os cientistas medem isso pela anomalia de temperatura numa área do oceano chamada Niño 3.4: quanto a água está acima da média. Acima de +2 °C, o evento é classificado como “muito forte”.
Por que 2026 preocupa
A leitura mais recente aponta anomalia de +2.1 °C na região Niño 3.4, e as agências projetam que o fenômeno siga forte até o início de 2027, com pico previsto para outubro-dezembro de 2026. Se confirmado, pode ser o El Niño mais intenso desde o início dos registros modernos, em 1950, comparável a eventos históricos como 1877, 1997/98 e 2015/16.
O que isso faz no Brasil
- Norte e Nordeste: menos chuva, seca, rios baixos na Amazônia e mais queimadas.
- Sul: mais chuva que o normal, com risco de enchentes e deslizamentos.
- Centro-Oeste e Sudeste: mais ondas de calor e umidade do ar muito baixa.
Importante: El Niño mexe com probabilidades, não com certezas. Ele torna certos cenários mais prováveis, mas o tempo de cada dia ainda depende de muitos fatores. Por isso trabalhamos sempre com as previsões oficiais e suas probabilidades.